Cenário pode fazer Nexsteppe se voltar para outros mercados



Desenvolvedora de sorgo para álcool e biomassa ainda procura no país alternativas de negócios.
Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Negócios e Empresas.

O cenário econômico difícil que vem se apresentando no Brasil deve fazer com que a Nexsteppe busque uma presença mais forte em outros países que ela já atua. A empresa, que desenvolve sementes de sorgo para a produção de álcool de segunda geração e biomassa para produção de energia, se viu prejudicada pelas mudanças climáticas, que aumentaram a oferta de energia hídrica e trouxeram sobra de cana. “O consumo de energia caiu e há

oferta de matéria prima maior”, explica Ricardo Blandy, vice-presidente da Nexsteppe na América Latina.

A empresa já atua em vários países da Ásia, Europa e Estados Unidos, mas tem no Brasil seu principal mercado, devido ao potencial do país para a biomassa e para a produção de álcool. A China é um dos países que Blandy acredita que a empresa pode registrar uma performance melhor. “A China Está se tornando um país cada vez mais interessante, ela está começando a se preocupar com aspectos como créditos de carbono e poluição”, avisa. Mesmo com o recuo da economia brasileira, a empresa ainda enxerga oportunidades no país. As regiões que não foram atingidas pela seca, como o Nordeste, se tornaram alvo da Nexsteppe. “Eles precisam de matériaprima para produção de álcool e de energia”, aponta. A Nexsteppe mantém também negociações com empresas que tem visão de longo prazo, que não tem a tomada de decisão afetada pelo que acontece no curto prazo.

O produto Palo Alto, para a bioenergia, concentra 95% das vendas da empresa, enquanto o produto Malibu, para álcool, fica com o restante. Além desses, tem o sorgo para biogás e um para biocombustíveis de segunda geração, que será lançado ainda este ano. O biogás é um dos mercados que a empresa pretende explorar ainda esse ano no país, mas como essa fonte de energia ainda engatinha no país ao contrário de outros países da Europa as
projeções ainda são tímidas. Mesmo assim, a empresa tem tido diálogos com players do setor como a Geo Energética. “Ainda são passos curtos”, observa Blandy, que também aposta que a mudança de governo na Argentina possa trazer mais oportunidades de negócios naquele país. Uruguai e Paraguai também estão no radar.

O executivo lamenta que no momento de crise, não haja uma preocupação com a questão da sustentabilidade, com o uso de uma fonte limpa, como a biomassa. Segundo ele, o preço acaba se sobrepondo. Ele conta que como a energia do mercado livre está muito barata, o fator preço fala mais alto no pensamento vigente. “O momento atual não é de pensar em sustentabilidade, mas no menor custo de produção”, afirma.

Fonte: http://www.canalenergia.com.br/zpublisher/materias/Negocios_e_Empresas.asp?id=110225

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Publicado em Janeiro de 22nd, 2016 em Categories: noticias Comments: Comments Off


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