Planta típica da agricultura brasileira é aposta da Nexteppe para o setor de energias renováveis.



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De fácil cultivo e de crescimento acelerado, o sorgo, diferente de outras culturas, é uma matéria-prima dedicada à produção de energia e pode ser totalmente aproveitada. Também atua como complemento a outros plantios, como a cana-de-açúcar, já que é possível cultivá-lo nos períodos de entressafra e safrinha.

Para explicar melhor da cultura do sorgo na indústria, o portal do Jornal da Construção Civil conversou com o vice presidente de negócios da Nexsteppe, Ricardo Blandy, empresa que comercializa o produto e se dedica ao desenvolvimento pioneiro de matérias-primas sustentáveis a base da planta para as indústrias de bioenergia, biocombustíveis e bioprodutos. No Brasil a Nexsteppe está sediada na cidade de Campinas-SP.

JCC – A Nexsteppe é uma empresa que tem em suas bases a sustentabilidade como novo modelo de energia para a indústria. Como a Nexsteppe consegue aliar esse modelo com a indústria? Na linha de menos poluição e mais desenvolvimento sustentável? Aonde todos ganham, com mais responsabilidade?

Ricardo Blandy, – VP de Negócios Nexsteppe América Latina – está trabalhando para estabelecer a fundação de um futuro mais sustentável e seguro para nossa economia, meio-ambiente e cadeia de abastecimento de energia. É uma que se dedica a geração de soluções pioneiras para a próxima geração de matérias primas escaláveis, confiáveis e rentáveis para as indústrias de biocombustíveis, bioenergia, biogás e bioprodutos. Por meio do desenvolvimento e comercialização de culturas produzidas sob medida e de soluções totalmente integradas de matérias primas, a NexSteppe está estabelecendo as fundações para um futuro mais seguro e sustentável para a nossa economia, nosso meio ambiente e nosso fornecimento de energia.

JCC – O que é o sorgo? E quando a empresa concluiu que este produto seria ideal para as indústrias de bioenergia, biocombustíveis e bioprodutos?

RB – Já bem estabelecido e conhecido dos agricultores brasileiros, o sorgo é uma cultura com utilização consolidada no país para a produção de grãos e alimentação animal. Contudo, a riqueza e variedade genética desta planta proporcionam a criação de diversas possibilidades de melhoramento genético e desenvolvimento de novos usos para a planta como o caso do Sorgo Etanol, uma planta de rápido crescimento, que acumula açúcares fermentescíveis para produção de etanol de primeira geração e o Sorgo Biomassa, tem como finalidade específica produzir biomassa para geração de energia. Exigindo menos água e oferecendo mais resistência ao calor que outras espécies utilizadas de biomassa. O sorgo Biomassa pode ser uma fonte de matéria-prima renovável para produção de energia a preço competitivo. O surgimento de indústrias de biocombustíveis, bioeletricidade e bioprodutos estão criando uma crescente demanda por insumos renováveis. Por causa de sua confiabilidade, escalabilidade e consistência, as culturas dedicadas à produção de energia, particularmente a do Sorgo Biomassa e a do Sorgo Etanol, representarão um grande e importante papel no atendimento desta demanda.

JCC – A empresa está usando etanol retirado do sorgo? Tem crescido muita a procura pela indústria? E por quê? É produzido no Brasil?

RB – Cultivado como complemento da cana-de-açúcar na produção de etanol, o sorgo Etanol Malibu vem sendo considerado uma solução bastante interessante para a produção de biocombustíveis e é uma excelente opção para suprir a demanda do mercado sucroenergético. Comercializado pela Nexsteppe, o Sorgo Etanol tem um desenvolvimento muito rápido. Ele também pode ser cultivado em áreas de renovação de canavial e em áreas de rotação de culturas sendo uma opção para início de safra. É possível colher o sorgo dentro de um período de 90 a 110 dias depois de plantado fazendo com que os primeiros canaviais fiquem um período maior no campo acumulando açúcares. Dessa maneira, garante-se o recebimento da cana com maior qualidade de matéria prima e melhores resultados na produção de etanol. Por ser uma cultura de rápida colheita, o Sorgo Etanol aumenta o volume de matéria-prima para a produção de etanol, diluindo os custos fixos e podendo ser cultivado durante a safra. Esta matéria-prima garante também que fornecedores de cana próximos à usina possam cultivar sorgo para fornecer às indústrias mediante contrato de fornecimento com preço estipulado em toneladas / hectare, complementando seus rendimentos durante este período e fazendo com que as usinas consigam chegar ao seu volume máximo de produção.

O Sorgo Etanol Malibu possui alta concentração de açúcares e capacidade produtiva de etanol chegando a 3mil L/ha (Litro por hectare). Como tem boa arquitetura vegetativa, possibilita plantios em espaçamentos de 45 a 50 cm e o cultivo pode ser realizado com os mesmos equipamentos das culturas de milho, soja e amendoim. Além do uso dos açúcares fermentáveis para produção de etanol de primeira geração, é possível ainda utilizar seu bagaço para cogeração de energia.

JCC – Como a empresa tem atuado no Brasil? Hoje a Nexsteppe atende todo o país? Ou as metas da companhia estão sendo executadas de acordo com o momento atual do Brasil?

RB – Temos um time de vendas espalhado pelo Brasil, com representantes divididos entre São Paulo e Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, e novas fronteiras agrícolas, que inclui: Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins. Nosso objetivo é atender a demanda energética do setor contribuindo para a sustentabilidade e o meio ambiente ajudando o País a não depender de combustíveis fósseis.

JCC – O Brasil tem um potencial muito grande no que se diz respeito as suas energias renováveis, a energia solar, a eólica, de biomassa entre outras. Como a Nexsteppe se posiciona nessas muitas oportunidades, que o país oferece? Biomassa é foco da principal da empresa?

RB – De acordo com a Única (União da Indústria de Cana de Açúcar) a alta do preço dos combustíveis fósseis, como petróleo e derivados, impulsionou a busca por biocombustíveis e o etanol teve uma procura muito alta em 2015. No entanto, o volume de cana-de-açúcar produzido em alguns estados do Brasil como por exemplo: no estado de Pernambuco que nesta safra não será suficiente para atender a demanda do mercado por etanol, devido à baixa taxa de renovação e investimentos nos canaviais e ao longo período de estiagem e instabilidade climática no Nordeste. Desta forma, o Sorgo Malibu é a opção mais viável para que as usinas continuem sua produção de etanol com uma matéria-prima segura. Levando em conta o mercado de cogeração de energia a partir da biomassa, é possível aumentar a participação da biomassa na matriz energética brasileira, com políticas de preços favoráveis aos biocombustíveis e a geração de bioenergia por fontes renováveis e com a valorização de matérias-primas dedicadas à produção industrial de combustíveis e eletricidade, como o sorgo biomassa Palo Alto, da Nexsteppe. O aumento da participação de biomassas, em complemento à cana de açúcar queimada em caldeiras, garante material para geração de energia ao longo de todo ano, além de reduzir o custo de matéria-prima, que fica menos dependente da disponibilidade de bagaço.

JCC – Deixe uma mensagem da empresa

RB – A Nexsteppe é a primeira companhia de comercialização de sementes do mundo criada com o exclusivo propósito de introduzir uma nova geração de soluções escaláveis, confiáveis e de baixo custo em insumos para produção de biocombustíveis, bioeletricidade, biogás e bioprodutos.

Fonte: http://jornaldaconstrucaocivil.com.br/2016/04/25/planta-tipica-da-agricultura-brasileira-e-aposta-da-nexteppe-para-o-setor-de-energias-renovaveis/

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Publicado em Abril de 28th, 2016 em Categories: noticias Comments: Comments Off


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